domingo, 11 de dezembro de 2011

The Ramones.



Salve!!!
Depois de um longo tempo sem escrever devido a jornada trabalho, faculdade e o resto, volto para escrever sobre uma banda que adoro: Os Ramones.

Esta é com certeza uma das melhores bandas de todos os tempos.
Formada em 1974 por quatro jovens do subúrbio de Nova York os Ramones foi a banda precursora do punk e uma das mais influentes da história do rock.
Na primeira formação, Johnny (guitarra), Joey (bateria) e DeeDee (baixo e vocal) começam a ensaiar temas curtos e rápidos. Com o tempo Tommy entra no grupo assumindo a bateria e a “line up” da banda foi reconstruída, com Joey indo para os vocais, Johnny permanecendo na guitarra e DeeDee no baixo. Os integrantes eram fãs dos Beatles e adotaram Ramone como sobrenome, (Ramone foi o nome homônimo usado por Paul McCartney, na época em que os Beatles estava na Alemanha, para se hospedar em hotéis em uma tentativa de despistar a imprensa e os fãs) surgindo assim o nome da banda: THE RAMONES.
Usando jaquetas de couro, calças jeans rasgadas e o habitual tênis sujo, estilo emblemático dos Ramones, o quarteto consegue sua primeira apresentação em um clube de Nova York chamado C.B.G.B (Country Blue-Grass and Blues) que se tornava o refúgio do rock underground nova-iorquino da época.



Em 1975 conseguiram um contrato de cinco anos com a gravadora Sire Records. Seu primeiro LP, Ramones, lançado em 1976, foi o primeiro disco de punk rock da história, inaugurando o estilo e tinha 14 músicas rápidas e curtas, a duração do álbum é de pouco mais de 29 minutos, mas é considerado um dos álbuns mais influentes de todos os tempos. Influenciaram bandas como os Sex Pistols e o The Clash. Desde então não pararam de fazer turnês, passando inclusive pelo Brasil. Lançaram 24 álbuns, incluindo gravações de estúdio e apresentações ao vivo.
A banda acabou em 1996 e o último show dos Ramones aconteceu no dia 6 de agosto do mesmo ano, no Palace em Hollywood. Chamaram vários convidados como Eddie Vedder, Lemmy Kilmister, Tim e Lars do Rancid, Chris Cornell do Soundgarden e Dee Dee Ramone que ficou encarregado de cantar Love Kills mas entrou errado na música e esqueceu quase toda a letra. Foi o show de número 2.263 e deu origem ao álbum e ao vídeo We're Outta Here!.
A música e o estilo que Joey Ramone ajudou a criar influenciaram muitos garotos a formarem suas bandas. Mais ainda, embalou festas, namoros e bebedeiras de adolescentes de todo o mundo. Joey morreu em Nova York, num domingo de tarde em 2001. O punk só não é órfão porque a figura de Joey Ramone está bem presente na memória.
Encerro com uma das canções de que mais gosto e que aprendi a tocar há poucas semanas:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011



"...Na verdade 'nada'
é uma palavra esperando tradução..."
(Piano bar - Engenheiros do Hawaii)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um dia você aprende ( William Shakespeare)

Há uma seleção de escritores que considero consagrados, costumo dizer que são os "monstros sagrados" da literatura universal. Entre os meus preferidos estão: Luís Vaz de Camões,Johann Wolfgang von Goethe, Thomas Mann, Alexandre Dumas,Fiódor Dostoiévski e William Shakespeare, sendo este último o primeiro a despertar o meu interesse pela leitura, quando aos doze anos de idade li o clássico Romeu e Julieta.
O que torna um obra canônica, além de sua legitimação institucional, é a consagração pelo tempo. As obras de Shakespeare atravessaram séculos e são fontes de inspiração para numerosas narrativas, uma vez que trasmitem um profundo conhecimento da natureza humana. Além de textos para teatro, Shakespeare escreveu poemas e sonetos. Questões éticas, políticas, morais, naturais e suas transgressões, amores e desencontros, compõem o universo "shakesperiano", um mundo a ser desvendado ao longo de toda uma vida.

Deixo aqui um texto de Shakespeare que me faz refletir e perceber o quanto eu ainda preciso aprender, me ajuda a controlar os meus conflitos, acalma o meu coração e faz com que eu coloque os meus pés no chão novamente:

domingo, 26 de junho de 2011

Ícones do rock mortos aos 27 anos...

Janis Joplin:



A eterna rainha do blues rock lançou maravilhas como Cheap Thrills (1968) e Pearl (1971). A intérprete foi com certeza a mulher mais influente e com a voz mais poderosa da história do rock, e uma das mais importantes da história de toda a música. A cantora americana arrasava, deixando a plateia embevecida. Seu temperamento era bem difícil, sua imagem sempre foi ligada às drogas psicodélicas e ao álcool. Foi vítima de uma overdose acidental aos 27 anos, quando estava no final das sessões de gravação de Pearl. De Janis, a minha canção preferida é "Piece of my heart".

Jim Morrison:



Um dos grandes poetas do rock e totalmente imprevisível: era capaz de fazer shows maravilhosos ou horríveis, conforme o seu humor. Em 1968, o The Doors deixava de ser uma banda do underground roqueiro. Com o disco "Waiting for the Sun", o grupo californiano chegou ao primeiro posto do Billboard e emplacou com o hit "Hello, I Love You". Era considerado o grande símbolo sexual do rock, nos anos 60, mas Jim se afundava nas drogas, sendo o álcool seu grande fraco. Vítima de overdose acidental, morreu em Paris aos 27 anos.

Jimi Hendrix:



Ainda hoje considerado o maior guitarrista da história do rock, gravou discos espetaculares. No palco, ele pôs até fogo na guitarra, após quebrá-la! O gesto era totalmente novo para a plateia que se afastou do palco temerosa. Usava drogas e bebia como se não houvesse amanhã. Morreu aos 27 sufocado no próprio vômito, após uma mistura de comprimidos e bebidas alcoólicas.

Kurt Cobain:



O vocalista do grupo americano Nirvana foi o maior mito do rock nos anos 90. Lançou os brilhantes Nevermind (1991) e In Utero (1993). Fez shows cheios de altos e baixos no Brasil em janeiro de 1993, e até gravou em um estúdio carioca. Em 5 de abril de 1994, ele cometeu suícidio.

Brian Jones:



Brian era conhecido pela sua versatilidade musical, tocando vários instrumentos diferentes, ainda que se tenha notabilizado como guitarrista da banda. Criou e deu o nome a uma banda lendária: The Rolling Stones. O grande músico costumava usar roupas extravagantes, além de um estilo de vida baseado no "sexo, drogas e rock'n roll". Acabou mergulhando nas drogas e sendo mandado embora do próprio grupo por Mick Jagger. Foi encontrado morto em sua piscina, afogado, apenas um dia depois de ser demitido. Jones foi o primeiro roqueiro famoso a morrer com 27 anos.

Robert Johnson:



Johnson foi um dos músicos mais influentes do Mississippi Delta Blues e é uma importante referência para a padronização do consagrado formato de doze compassos para o blues. Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck, e Eric Clapton, que considerava Johnson "o mais importante cantor de blues que já viveu". Por suas inovações, músicas e habilidade com a guitarra ficou em quinto lugar no ranking dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos da revista Rolling Stone. Foi vítima de envenenamento aos 27.

Alan Wilson:



Foi o líder, vocalista e principal compositor da banda de blues estadunidense Canned Heat. Morreu de overdose de drogas, num aparente suicídio. Sabia tudo de blues, e conhecia a obra de cada grande nome do gênero. Future Blues (1968) foi o melhor disco do grupo.

Gary Thain:



O baixista inglês do Uriah Heep é até hoje considerado um dos melhores da história do heavy metal. Era vicíado em heroína. Thain sofreu um violento choque de seu baixo em setembro de 1975, durante uma apresentação da banda no Moody Coliseum, em Dallas, Texas. Dali, nunca mais se recuperou, sendo encontrado morto em sua residência no dia 8 de dezembro do mesmo ano, com 27 anos de idade, pouco depois da sua saída compulsória do grupo, devido ao seu vício.

Esse ícones influenciaram e ainda influenciarão gerações sedentas por rock, segue um vídeo de Jimi Hendrix, um dos que mais gosto, Hey Joe:

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tudo, tudo, tudo vai dar pé...



"Bem que eu me lembro
Da gente sentava ali
Na grama do aterro, sob o céu
Ob-observando estrelas
Junto à fogueirinha de papel...

Quentar o frio
Requentar o pão
E comer com você
Os pés, de manhã, pisar o chão

Eu sei a barra de viver...

Mas, se Deus quiser!
Tudo, tudo, tudo vai dar pé...
Tudo, tudo, tudo vai dar pé..." (Não chore mais - Gilberto Gil)

sábado, 18 de junho de 2011

Metade (Oswaldo Montenegro)



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Até quando esperar?

Meus pensamentos se perdem... a noite fria, a baixa temperatura, ajudam a potencializar ainda mais a minha ira, a minha revolta...
Tudo bem que sou uma pessoa idealista e sonhadora, mas a felicidade realista é implacável...

Iniciei a semana tentando convencer um amigo da Unifesp a não desistir do curso, motivos??? Vários!!! Além da distância do campus, o desemprego e a falta de grana até mesmo para chegar à Universidade falou mais alto: “De que adianta eu estar em uma universidade pública se não consigo aproveitar? Se preciso sair às 15:00h de casa para estar lá à noite e permanecer até às 23:00h sem lembrar que estou com fome, depois de passar a manhã procurando um emprego...”
Depois disso parei de tentar convencê-lo, pois perdi os argumentos e senti aquela angústia como se fosse minha... lembrei-me do Renato cantando Conexão Amazônica:

“Estou cansado de ouvir falar
Em Freud, Jung, Engels e Marx
Intrigas intelectuais
Rodando em mesa de bar...

...E você quer ficar maluco sem dinheiro e acha que está tudo bem
Mas alimento pra cabeça nunca vai matar a fome de ninguém
Uma peregrinação involuntária talvez fosse a solução
Auto-exílio nada mais é do que ter seu coração na solidão...”

(Fragmentos de Conexão Amazônica – Legião)

Por que ainda é tão difícil estudar neste país? Aliás, porque ainda é tão difícil viver? Concordo com Oscar Wilde quando ele diz que viver é a coisa mais rara do mundo e que algumas pessoas apenas existem.
É, existimos de qualquer jeito, de qualquer maneira, e esse existir custa caro... “abrimos” mão de tudo, aceitamos as condições que nos são impostas... trabalhamos com o que não gostamos, nos calamos, nos mutilamos, “engolimos sapos”, nos condicionamos a tudo isso...afinal, precisamos nos sustentar e pagar as contas, vivemos de esmolas...

Vivemos realmente a teoria da escravidão... preferimos ser escravos e termos a senzala e os restos de comida para matar nossa fome a ser livres, sem ter pra onde ir e o que comer... e ainda agradecer todos os dias por termos isso, por termos tão pouco, por não dormirmos na rua...

Resta-me pensar então que, se você não teve a sorte de nascer em uma família com as “bases” formadas, terá que enfrentar as grandes deformações que a vida lhe apresentará desde cedo.

O Brasil é um dos territórios mais ricos em produção material e cultural de todo planeta. Temos enormes riquezas e reservas naturais, mas estamos entre as dez piores sociedades em desigualdade social. Temos 15 milhões de adultos analfabetos, sendo que apenas 10% de nossos jovens em idade universitária conseguem se matricular no ensino superior. As estatísticas socioeconômicas da sociedade brasileira são inaceitáveis e indignantes...

Concordo plenamente com você quando diz que fará disso um lema: “Não quero aceitar a condição de que não há condições” e também odeio essa ordem social que nos priva o intelecto, nos forçando a condição de escravos modernos...

"Até quando esperar a plebe ajoelhar esperando a ajuda de Deus?

Encerro o meu momento protesto com a canção da banda Plebe Rude, Até quando esperar?: