segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


E se for para ficar junto, que seja direito. Nada de complicar, inventar ou desistir. Se for para ficar junto, que não seja como estão acostumados, ou como disseram que tem que ser. Que seja do nosso jeito. Meio deslocados, irracionais e tranquilos até demais. Se for para ficar junto, que seja por amor. Porque se o amor for mesmo tudo, é ao teu lado que eu quero aprender a amar. Se for para ficar junto, deixa seguir, deixa levar. O tempo vai dizer tudo, e a nós consertar. Vai arder o fogo mais lento e derreter o gelo mais profundo. Preencher de alegria, o vazio mais resistente. E se for para ficar junto, que fique. Eu contigo, você comigo. Nós dois contra o mundo, presos um ao outro, mesmo tão livres e tão diferentes.

sábado, 7 de janeiro de 2012


Já cansei de entender os outros. De compreender os outros. De aceitar o erro de todo mundo. Tá na hora de aceitarem os meus erros também, os meus pecados, os meus devaneios. Tá na hora de amar à mim mesma. Eu comigo-mesma. Sempre. Pra sempre. Já chega dessa historinha de amar incondicionalmente...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eu quero uma casa no campo...

Esse é o meu real desejo...


"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais"
(Elis Regina)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Meu "hit de verão"...


A meu ver a música detém a condição de mais bem acabada manifestação artística, eu a considero uma arte sublime, tão bela quanto à poesia, uma arte de espetáculo extremamente ligada à vida e capaz de influenciar os pensamentos e as emoções dos seres humanos. Carrego nas costas uma tatuagem de notas musicais e é claro, quem me conhece sabe o quanto eu gosto dessa arte.

Certa vez eu ouvi que gostar de rock era só uma opção... até aí eu concordo, mas prefiro as minhas opções a fazer parte da massa que considera Michel Teló e companhia do gênero como bons “hits”... eu digo aff!!!

Como momento protesto de quem não aguenta e não gosta dos “hits de verão” titulado pela massa, escolhi o meu “hit de verão”: Band on the run de Sir Paul MacCartney.

Paul é cantor, compositor, baixista, pianista, guitarrista, produtor musical, cinematográfico, empresário e ativista dos direitos dos animais britânicos. Foi o responsável pela composição de vinte, das lindas músicas da melhor banda do Universo, The Beatles.

Em 1979, o Livro Guinness dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos. McCartney teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, vinte das quais junto com os Beatles e o restante em sua carreira solo ou com seu grupo Wings, formado em 1970.

A importância do trabalho solo de Paul McCartney não se credita, apenas, por se tratar de um trabalho de um ex-beatle. A musicalidade e a exuberância deste multi-instrumentista que domina como poucos, o ofício de construir magníficas melodias para o deleite dos ouvidos receptivos à boa música.

O primeiro solo de Paul é igualmente especial por manter, de alguma forma, a atmosfera dos Beatles. É quase um registro do quarteto feito por apenas um integrante. As canções geradas ainda com os Beatles se encaixam perfeitamente com o restante do repertório.

Segue o meu "hit de verão":

domingo, 11 de dezembro de 2011

The Ramones.



Salve!!!
Depois de um longo tempo sem escrever devido a jornada trabalho, faculdade e o resto, volto para escrever sobre uma banda que adoro: Os Ramones.

Esta é com certeza uma das melhores bandas de todos os tempos.
Formada em 1974 por quatro jovens do subúrbio de Nova York os Ramones foi a banda precursora do punk e uma das mais influentes da história do rock.
Na primeira formação, Johnny (guitarra), Joey (bateria) e DeeDee (baixo e vocal) começam a ensaiar temas curtos e rápidos. Com o tempo Tommy entra no grupo assumindo a bateria e a “line up” da banda foi reconstruída, com Joey indo para os vocais, Johnny permanecendo na guitarra e DeeDee no baixo. Os integrantes eram fãs dos Beatles e adotaram Ramone como sobrenome, (Ramone foi o nome homônimo usado por Paul McCartney, na época em que os Beatles estava na Alemanha, para se hospedar em hotéis em uma tentativa de despistar a imprensa e os fãs) surgindo assim o nome da banda: THE RAMONES.
Usando jaquetas de couro, calças jeans rasgadas e o habitual tênis sujo, estilo emblemático dos Ramones, o quarteto consegue sua primeira apresentação em um clube de Nova York chamado C.B.G.B (Country Blue-Grass and Blues) que se tornava o refúgio do rock underground nova-iorquino da época.



Em 1975 conseguiram um contrato de cinco anos com a gravadora Sire Records. Seu primeiro LP, Ramones, lançado em 1976, foi o primeiro disco de punk rock da história, inaugurando o estilo e tinha 14 músicas rápidas e curtas, a duração do álbum é de pouco mais de 29 minutos, mas é considerado um dos álbuns mais influentes de todos os tempos. Influenciaram bandas como os Sex Pistols e o The Clash. Desde então não pararam de fazer turnês, passando inclusive pelo Brasil. Lançaram 24 álbuns, incluindo gravações de estúdio e apresentações ao vivo.
A banda acabou em 1996 e o último show dos Ramones aconteceu no dia 6 de agosto do mesmo ano, no Palace em Hollywood. Chamaram vários convidados como Eddie Vedder, Lemmy Kilmister, Tim e Lars do Rancid, Chris Cornell do Soundgarden e Dee Dee Ramone que ficou encarregado de cantar Love Kills mas entrou errado na música e esqueceu quase toda a letra. Foi o show de número 2.263 e deu origem ao álbum e ao vídeo We're Outta Here!.
A música e o estilo que Joey Ramone ajudou a criar influenciaram muitos garotos a formarem suas bandas. Mais ainda, embalou festas, namoros e bebedeiras de adolescentes de todo o mundo. Joey morreu em Nova York, num domingo de tarde em 2001. O punk só não é órfão porque a figura de Joey Ramone está bem presente na memória.
Encerro com uma das canções de que mais gosto e que aprendi a tocar há poucas semanas:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011



"...Na verdade 'nada'
é uma palavra esperando tradução..."
(Piano bar - Engenheiros do Hawaii)